SÍTIO VIANA

Viana da Antiga Aldeia Maracu

Aldeia Maracu (1684-1757) depois Villa de Vianna (1757-1834) atualmente Cidade de Viana (1834-2007)

A presença das ordens religiosas na colônia, prendia-se, teoricamente, aos interesses pela conversão e educação dos nativos, instrumento de dominação da política colonial européia. De todas as ordens religiosas estabelecidas no Maranhão, image durante o período de colonização, a dos Jesuítas, cujos membros eram missionários por excelência, foi que mais sobressaiu na catequese e no trato com os indígenas.

A missão jesuítica no Maranhão iniciou-se com a chegada dos Padres Luís Figueira e Benedito Amodei. Posteriormente, em 1727, à capitania foi transformada na Vice-Província do Maranhão, governada por superiores independentes da Província da Bahia. Ao que tudo indica, a aldeia de Ucaguaba (denominada Aldeia de Doutrina), situada, à margem esquerda do igarapé do mesmo nome, na ilha de São Luís, teria sido o ponto de partida dessa missão, conforme escreve o Padre JOSÉ DE MORAIS (1860).

Fora da ilha, as missões foram, inicialmente, volantes. As do rio Itapecuru eram as mais trabalhosas. Num engenho de Antônio Muniz Barreiros, entregue por doze anos ao usufruto dos inacianos, ocorreu, em agosto de 1649, o massacre pelos índios de três membros da Companhia: Padre Francisco Pires, Padre Manoel Moniz e o Irmão Gaspar Fernandes (SERAFIM LEITE, 1950). Tal acontecimento interrompeu a atividade dos jesuítas no Itapecuru e em todo o Estado, somente reiniciado com a chegada do Pe. Antônio Vieira. Daí em diante os Jesuítas cresceram na sua missão de defesa do índio e alheios ao negro escravizado.

No rio Pindaré a catequese jesuítica foi iniciada em 1653 entre os índios Guajajaras, pelos inacianos Francisco Veloso e José Soares.image Foi na aldeia Seregipe “ou melhor” Sirigipe, a antiga Sirigi do tempo dos franceses, por volta de 1661, que se estabeleceu a primeira missão jesuítica na capitania do Cumã, da qual se tem notícias.

Em 1683 a primitiva aldeia, denominada Capitiba, foi transferida para o lago Maracu, passando a chamar-se de N. S. da Conceição sobre a proteção de São Bonifácio que, em 1730, abrigava 404 índios. Esta aldeia era uma grande fonte de receita para as missões jesuíticas do Estado. Uma nova missão dos Guajajaras no rio Pindaré, consta no catálogo de 1732: a Aldeia de São Francisco Xavier do Carará, (Monção) a qual em 1730, tinha 779 índios, dos quais 326 eram catecúmenos (SERAFIM LEITE, 1950).

Quase tudo o que se sabe acerca dos Jesuítas em Alcântara foi coligido por César Marques no seu mais importante livro. Subsídios constantes dos mais conhecidos catálogos e repertórios biográficos jesuíticos permitem traçar breves esboços da vida de cada um dos soldados da famigerada milícia inaciana ligada a Alcântara e suas capitanias. Do início dos trabalhos da missão organizada pelo insigne padre Antônio Vieira, foi que resultou a primeira atuação de catequistas jesuíticos na capitania do Cumã.

Por fim do século XVII no governo de Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, o Moço, o padre João Felippe Bettendorff obteve através de Henrique Lopes da Gama, que o donatário da capitania do Cumã, doasse a Companhia de Jesus uns campos abaixo da aldeia do Maracu, a fim de fundar a fazenda. O padre Baltazar Ribeiro tomou posse da terra e o irmão Geraldo Ribeiro mudou para aí gados tirados das fazendas que os Jesuítas já possuíam no baixo Pindaré (BETTENDORFF, 1910).

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Dentro dos lindes da última fora escolhido pelo padre Antônio Vieira, a região lacustre do baixo Pindaré para ai se fundar com os Guajajaras a grande Aldeia de Nossa Senhora da Conceição do Maracu, sustentáculo do Colégio de Nossa Senhora da Luz do Maranhão e da Missão como todo, com rendimentos das fazendas de gado de São Brás, de Araçatuba, São José, Ibacá, Jacarei e outras e do seu engenho de açúcar São Bonifácio.

Muito antes da chegada ao Maranhão dos missionários da Companhia de Jesus, as terras, onde se acha situada, hoje, a cidade de Viana, constituía domínio de uma grande nação de índios tupis, que falavam a língua geral, ou nheencatu. “Os verdadeiros donos da terra”. Era uma “terra de índio” - Tenetehara.

De acordo com uma carta do Padre Manoel das Neves, administrador da aldeia Maracu, datada de março de 1756 para seu irmão de Ordem Padre José Coimbra do Nascimento, image a mencionada nação era constituída de seis tribos, que há mais de três séculos localizaram-se naquela região, ocupando a maior delas, o atual largo da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde residia o Chefe Geral, de nome Timbaú. Confirmando a presença dos nossos irmãos silvícolas, em toda a península, situada às margens do lago de Viana, aí estão os numerosos topônimos, entre os quais destacamos: Mocoroca, Cajari, Gibiry, Maracu, Içacuã, Itans, Araçatuba, Sacaitaua, Piraí, Tramaúba, Caçacoeira, Urubuquissaua, Tacoary, Tororoma, Capivari, Guaratinga, Maracassumé, e numerosos outros que dão um relevo todo especial à paisagem vianense.

Consistia a Aldeia Maracu, imagesobretudo na criação de gado com seus currais, cinco de gado vacum e um de gado cavalar, todos com casas adequadas no fim de cada qual: Curral de Ibacá, Curral de São José, Curral de Baixo, Curral do Meio, Curral de Cima e Curral das Éguas. Existiram nesses currais cerca de 15.600 cabeças de gado vacum e 500 de gado cavalar.

O próprio Serafim Leite em perspectiva descreve: “Em frente à Aldeia Maracu à sua vista, ficava a Fazenda São Bonifácio, com quatro engenhos de cana, oito alambiques, casa de fazer farinha, com duas rodas de ralar mandioca, oficinas de tecelão e tinturaria, sapataria, carpintaria e uma casa de fazer canoas, aonde chegaram a construir um bergantim de quarenta e quatro palmos”. Existia nesta fazenda uma botica, uma horta de plantas medicinais, e também cultivavam abricó, cana, café, cacau, fruta-pão, sapotí, laranja e pacovas amarelas.

Nos primórdios de Viana, o lago era a sua alma. Diz o escritor Ozimo de Carvalho: “Os jesuítas aqui chegaram aquilatando, com a sua inteligência e argúcia proverbiais, a enorme importância econômica da terra, logo meteu mãos à sua obra civilizadora”. Instalando um engenho de açúcar à margem do pequeno rio que depois tomou o nome de Igarapé-do-Engenho. Ao lado dessa fábrica construíram uma Igreja, depois de firmadas as pazes com o chefe dos índios da aldeia vizinha, situada no mesmo lugar em que hoje está a Praça da Matriz, ai edificou, em alta ribanceira que domina o lago, outra grande Igreja de grossas paredes de pedras retiradas do morro do Mocoroca.

Os Jesuítas já haviam negociado com os índios image que habitavam o local onde hoje é a Praça da Matriz, essas terras estratégicas na troca por outras mais ao centro da península, onde estariam mais bem protegidos de invasores e outros índios guerreiros, cujos locais são: Tacaritiua; Santeiro; Prequeú, Pirai etc. Na realidade os índios para não serem incomodados pelos brancos se retraíram para locais distantes em busca de sossego e liberdade, pois os colonos já começavam a suas perseguições aos nativos, para que esses, indicassem onde estavam as minas de ouro e as fartas quantias de especiarias, os colonos também objetivavam na sua empreitada, a procura de local adequado para instalações de seus engenhos e fazendas de gado e lavoura.

Assim passaram anos, trabalhando, os padres tranqüilamente na catequese dos índios e gozando os proventos do trabalho recebido e pouco rendoso dos seus filhos espirituais, sem intrusões intempestivas, que lhes viessem perturbar a tranqüilidade, até que outros, atraídos pela fama da riqueza da floresta, da opulência dos campos, da abundância das águas profundas fervilhantes de peixes e facilmente navegáveis em vários rumos, começaram a chegar os pioneiros (colonos portugueses) que, sem perda de tempo, entregavam-se ao trabalho de desdobramento e exploração, de que resultou a formação do núcleo populacional que possibilitou a criação do município em 1757.

A nossa Aldeia do Maracu, foi elevada a categoria de Villa em oito de Julho de 1757, em cumprimento ao disposto no parágrafo II do image Regimento das Missões acrescentado a esse o Pelourinho. Instrumento de justiça municipal de todas às cidades coloniais portuguesa, o qual foi erigido na Praça da Villa que recebeu o nome de VIANNA, nome este escolhido pelo Governador do Maranhão, Gonçalo Pereira Lobato e Sousa, em homenagem e lembrança da velha cidade portuguesa Viana do Castelo. Admitimos por verdadeira a hipótese da coexistência pacífica, durante muitos anos, do trabalho paralelo e harmônico dos jesuítas e dos colonos portugueses, os primeiros patrocinados pela Coroa Real nos seus engenhos e fazendas, domesticando os silvícolas e empregando-o nos trabalhos da lavoura, fabricação de açúcar, adobos e telhas-canal e exercendo o governo temporal de índios e colonos. Estes na sede da futura vila, lavrando a terra por conta própria, criando gado, comerciando, pescando, extraindo produtos florestais, com ajuda de escravos negros e de mestiços. Com a expulsão dos Jesuítas do Maranhão, os colonos tornam-se donos dos territórios que sempre cobiçaram.

Instalam-se como proprietários, carregando como tralhas um número considerado de escravos africanos para trabalharem nos engenhos e nas lavouras de cana e de algodão, o que mais tarde, renderia uma arrojada “insurreição de escravos”, um quase ideário de liberdade que tivera como bandeira de luta os reflexos da guerra da Balaiada e posteriormente a guerra do Paraguai.

Não há dúvida de que, sem o curso desse inestimável elemento povoador, não conseguiriam os inacianos, apenas com seus pupilos domesticados, estabelecer um núcleo de povo civilizado com densidade demográfica capaz de formar uma comuna, por mais dilatado que fosse o período de tempo nisso empregado: tanto mais que a incapacidade do índio para a vida sedentária que lhe impunha o rigoroso método catequístico dos padres, com hábitos novos inteiramente contrários à sua incipiente cultura moral, à sua índole nomadica, seus tabus e suas praxes sexuais, tornava ínfimo o rendimento do selvagem nos trabalhos agrícolas.

Não podemos esquecer deste legado deixado pelos Jesuítas. Existia na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, hoje Catedral da Diocese de Viana, image em perfeito estado uma Pia Batismal e uma pedra na qual encontram-se gravado em alto relevo dentro de um círculo uma cruz e as iniciais (J.H.S.) Jesus Homem Santís.

Esta pedra em tempos passados foi retirada de dentro da igreja e encravada no cruzeiro em frente à mesma. No interior desta nave existem obras raras de valor incalculável, que são consideradas Patrimônio Histórico e Sagrado de um povo. Uma imagem da padroeira da cidade N. S. da Conceição tamanho médio, Nossa Senhora das Graças, N. Senhora das Dores e um Senhor Morto, todas de madeira tamanho de um homem, além de outras peças sacras desaparecidas, até os dias de hoje.

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Logo após a elevação da Aldeia Maracu à categoria de Vila, o processo de desenvolvimento urbano de Viana se acelerou. Vejamos o que descreve Cleinaldo Castro Lopes: “Essa localidade continuou recebendo colonos com mais intensidade atraídos pela terra farta de alimentos. Esse processo já vinha ocorrendo mesmo que proibido por leis, por si tratar de terras de missões, os colonos não respeitavam essa leis, que proibiam sua inserção nos aldeamento jesuítico e nos arredores das mesmas. Mesmo assim a presença dos colonos no Maracu foi maciça, eles se expandiram com seus escravos, tanto na aldeia, entre os missionários e nativos civilizados, como nos campos em fazendas de criação de gado e no interior nos engenhos de açúcar e outras lavouras. Em pouco tempo já eram numerosos na região, como se ler na ata de fundação da Vila de Viana quando foi realizada a primeira eleição para eleger o Senado da Câmara”.

O avanço da conquista portuguesa em Viana foi estimulado pela ação do governo através de doação de Carta de Datas de Sesmarias às pessoas que as solicitassem, devendo ter, entretanto, o capital necessário para fazer o amanho (lavoura) da terra. Diversos moradores foram contemplados, quer fossem da sede da capitania, de outros municípios ou da própria vila de Viana e suas cercanias.

O escritor vianense Antônio Lopes, em um artigo intitulado “Alcântara uma cidade tradicional”, traça um paralelo de como esse crescimento urbano e arquitetônico de Viana, o qual aconteceu muito rápido. Atesta o autor que o processo teve inicio na aristocracia alcantarense, nos primórdios do século XVIII e início do século XIX, quando foi considerada cidade campestre e sucursal de Alcântara.

Durante cento e oitenta anos, a cidade construiu um patrimônio arquitetônico urbano no modelo idêntico o das cidades coloniais portuguesa. Seus casarões de dois pavimentos, uns com balcões sacados e gradea dos de ferro nos pavimentos superiores, portas e janelas em pedra de encantaria, vergas e retas, paredes decoradas com azulejos portugueses e tetos cobertos com telhas procedentes da Europa. image Isto se explica pelo fato de que, indústrias de cerâmica, azulejos decorados e acabamentos de alguma espécie na Colônia eram proibidos.

Suas calçadas ora construídas e ornamentadas com pedras portuguesas, as quais margeiam as ruas tortas e estreitas de calçamento em paralelepípedos, nos levam ao majestoso Canto do Galo.

Este com sua pujante pedra-sabão, encravada no chão, no centro do cruzamento, exibindo uma inscrição que faz referência ao ano de 1911.

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Tudo isto dá um toque sutil e elegante da extensa Rua Grande, a qual em noites enluarada, desperta o nosso olhar com a elegância do seu Galo. Isto é, sem esquecer de mencionar o prédio da Pharmácia Brazil, residência do farmacêutico Ozimo de Carvalho, onde a memória oral elucida e escritores renomados citam em suas crônicas, artigos e livros que, Duque de Caxias dançou em um baile quando de sua estadia por aqui, em busca de insurretos nos fins da Guerra da Balaiada.

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“O passado é parte de nós mesmos, quiçá a parte mais importante. O que seria uma árvore sem raízes, um rio sem nascente, um povo sem passado” (Victor Hugo).

Já na metade do século XX, precisamente em 1957, quando Viana se preparava para comemorar seu Bicentenário, seu patrimônio arquitetônico urbano e ambiental, já se mostrava bastante fragilizados, começavam a esvair-se pela ação do tempo. Sabe-se que a região da Baixada Maranhense, foi a maior exportadora de produtos agrícolas e pecuários, base de sua economia para o Cais da Sagração, em São Luís, até antes do aparecimento das rodovias que ligaram o Sertão a Capital e da Estrada de Ferro São Luís-Teresina.

A cidade já imersa aos poucos em declínio econômico – fruto de vários fatores, dentre os quais a preservação ambiental e arquitetônica, começa a ruir por falta de política administrativa que não optou pelo novo desafio, o qual sinalizava novas perspectivas para a produção agrícola, que deixava de ser transportadas pelos rios para seguirem pelas Estradas de Ferro e Rodagem. O tempo passou e nos deixou de lembrança esta construção em ruína.

imageO móvel está quase sem cobertura, apresentando rachaduras e desagregação nas alvenarias. Trata-se de um prédio de característica colonial, mais que pode ter sido construído após a Era. Nele funcionou uma tabacaria e a primeira fábrica de cigarros em Viana. – “Cigarro Juracy”.

Não fomos preparados para o futuro. Hoje se fala geralmente da proteção à natureza, da restauração dos monumentos históricos e de outras elevadas manifestações de nosso idealismo civilizado, para muitos, porém, não se evidencia o laço íntimo que as liga; entanto, o próprio princípio básico da proteção à natureza e aos monumentos pressupõe um escopo antropogeográfico e uma finalidade social, pois é “para bem do comum e aproveitança da terra” que se conservam relíquias do passado e raridades da natureza; nem se pode, ao estabelecer a proteção a uma planta, a um animal ou a um tipo de paisagem, esquecer os interesses econômicos, turísticos, artísticos, cívicos e até religiosos, que tal medida beneficiará na região. Protege-se a natureza para bem da cultura; e a recíproca é verdadeira: o amparo aos monumentos da cultura reverte em proteção à natureza.

Não é por falta de educação na baixada maranhense, o nosso desmazelo com o Meio Ambiente. É, simplesmente por falta de vontade, de implicação com o que é nosso, e, desconhecimento no trato com a mãe natureza. Aqui, neste paraíso ecológico, por um lado ainda vive-se de proteção “divina” - Deus quis assim e do outro, sobre uma forte ação “político-partidária”, de atitude assistencialista, paternalista e individualista, os quais subestimam a nossa capacidade de produzir.image

Nesta região fecunda do Estado do Maranhão conhecida como Baixada Maranhense, existe um ecossistema de especial peculiaridade que Raimundo Lopes chamou de “Rosário de Lagos do Maracu”. Coração ecológico irrigado por duas veias fluviais: Mearim e Pindaré. Formado por nove lagos dos quais dois: o lago do Coqueiro e o lago da Lontra, vítimas de práticas desconhecidas, já são considerados temporários, e, outros sete em atividade que são: Formoso, Capivarí, Cajarí, Maracassumé, Aquirí, Itans e Viana.

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Este último situado na cidade do mesmo nome é o coletor de todas as águas. Nos grandes invernos, o imenso lençol líquido ainda nos dá uma visão retrospectiva e resumida do antigo mar doce, o qual se transforma num circuito de muitas léguas o Rosário dos Lagos do Maracu. Destes, só o Viana já em franca velhice é um dos mais instáveis, devido ao descaso, abuso de poder público e privado, interrupção de cursos d’água por barragens, pescas predatórias, contaminação por defensivo agrícola, solução aquosa do amoníaco expelida pela urina e fezes dos búfalos e metais pesados como: alumínio, cobalto, cádmio, chumbo, cromo, fósforo amarelo, mercúrio, níquel, e outros metais não identificados; aterros depositados pelos homens no seu leito e outros tipos de agressão contra a sua natureza; anunciam silenciosamente a sua morte.

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Muito se tem feito no sentido de sensibilizar os governantes, para a perda irreparável do lago. Há mais de dez anos, vêem-se lutando para construir junto à população da cercania, uma consciência ecológica e a necessidade, urgentíssima da criação de uma política preservacionista para o nosso ecossistema. Neste espaço de tempo, também, vêem-se formando opiniões e gerando discussões a esse respeito, promovendo palestras educativas através de congressos, seminários e ações mobilizadoras no sentido de que se tome uma atitude enérgica, para preservar e reflorestar a mata ciliar tão devastada pelos bubalinos, e seguido de campanhas esclarecedoras sobre o esgotamento sanitário, jorrando livremente a céu aberto nos seus corpos d’água. O velho lago tão querido e admirado precisa ser respeitado. Este baluarte da região é constantemente abalado por escavações absurdas e desnecessárias no solo da sua bacia estrutural. Agredido por desmatamentos desenfreados e queimadas desordenadas, que premeiam toda a região com um dos combatidos e famosos desastres ecológicos. - “O Círculo de Fogo” da Amazônia Legal.

HINO VIANENSE

Letra: Inácio de Aquino e Música: Temístocles Lima

Salve terra abençoada
Viana torrão gentil
Rica pérola engastada
Nos adornos do Brasil.
És filha do Maranhão
Berço de heróis destinado
À suprema comunhão.
Rutila estrela brilhante

Neste puro céu ameno
Que cintila radiante
Sobre o teu lago sereno.
Salve pavilhão ridente
De lindas cores brilhantes
Que a mocidade contente
Te saúda delirante.

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Brasão de Viana Pavilhão Vianense Japiaçoca - Símbolo

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